Mostrando postagens com marcador Paulo Leminski. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo Leminski. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um homem com uma dor

um homem com uma dor é muito mais elegante caminha assim de lado como se chegasse atrasado andasse mais adiante carrega o peso da dor como se portasse medalhas uma coroa um milhão de dólares ou coisa que os valha ópios édens analgésicos não me toquem nessa dor ela é tudo que me sobra sofrer, vai ser minha última obra.
Paulo Leminski

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sintonia para pressa e presságio





Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Sôo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.






Paulo Leminski

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Amor


Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. Ou em rima.


Paulo Leminski